Para dar início a esse espaço, antes de qualquer coisa, gostaria de me comprometer a lhe entregar um conteúdo de excelência. Para que a partir da leitura, você seja levado a ter reflexões que vão te impulsionar na concepção e execução dos seus projetos com excelência e alta performance.

Caro leitor, seja bem-vindo, aguce o senso de urgência pelo crescimento profissional que está inserido dentro de você e faça o seu Olho de Tigre brilhar!

 

Quem não cresce desaparece

Você já deve ter visto na televisão aqueles documentários nos quais aparecem grandes felinos como tigres e leões lambendo os lábios quando vêm uma presa passar ao longe. No entanto, eles nem saem do lugar por um motivo simples: já estão saciados. Ora, mas se estão saciados por que salivam e demonstram interesse ao ver a futura caça? É porque estão saciados naquele momento, ou seja, estão sem fome, mas nunca perdem o apetite. Sabem, instintivamente, que em algum momento, no futuro, a fome voltará e precisarão perseguir aquelas presas onde quer que elas estejam. Se não mantiverem o apetite, eles as perderão de vista. Se tiverem apetite na hora errada, desperdiçarão energia. Fome e apetite são dois conceitos que se complementam. Fome é necessidade. Apetite é desejo. O apetite deve ser permanente, mas a fome é que faz a força do ataque.

Muito bem, no mundo corporativo acontece algo muito semelhante.

Imagine um executivo que acaba de realizar um projeto bem-

-sucedido. Vamos supor que ele ganhou uma difícil concorrência e venceu um oponente. Sua apresentação foi convincente, seus números foram irretocáveis e seus argumentos foram sensacionais. Usou o Olho de Tigre. E depois? Poderia simplesmente relaxar, afinal venceu a concorrência. Não! Este é o momento de ir além, fazer mais do que o combinado. É o momento de expandir o território. A razão é simples: ao fazer mais do que o combinado, a notícia vai se espalhar no mercado e o território da competência demonstrada vai se expandir. A “Lei de Gérson”, aquela que prega que o melhor é sempre levar uma pequena ou grande vantagem em tudo, é uma infeliz “invenção” brasileira que, espero, logo desapareça de nossa sociedade.

Menos do que uma invenção, é uma ilusão.

Então, se, depois de ganhar a concorrência, nosso executivo resolve fazer um serviço aquém do prometido para, por exemplo, aumentar sua margem, pode até ter ganhos imediatos, mas um dia sua imagem será corroída. Um dia perderá uma concorrência e nem saberá por quê.

No mundo dos negócios, existe uma lei que vale tanto para empresas quanto para profissionais: quem não cresce desaparece. O melhor jeito de crescer e de expandir o território não é com “truques” e muito menos tentando levar vantagem em tudo. É atingindo a excelência do Olho de Tigre.

 

Só a fome faz crescer

Steve Jobs deu um conselho inusitado ao finalizar uma palestra aos alunos de Stanford: “Stay hungry, stay foolish”. Numa tradução livre, seria algo como: “Mantenha-se faminto e não se leve tão a sério”. Por incrível que pareça, uma pessoa que serve de exemplo de não se levar tão a sério e ser meio louco foi ninguém menos do que o bilionário fundador da gigante Walmart, Sam Walton. Sempre focada em expandir seu território e crescer, a gigantesca rede mundial de varejo queria se estabelecer no Brasil nos anos 1980, algo que acabou acontecendo em 1995. Pois bem, cerca de dez anos antes, o próprio Walton veio para cá estudar o país e o mercado. Entre esses estudos, foi tão detalhista a ponto de percorrer os concorrentes, incógnito como um cliente.

Contudo, havia um detalhe: ele queria saber exatamente a medida entre as prateleiras. Então se agachou com seus cabelos brancos e começou a engatinhar entre as gôndolas! Como só falava inglês, ao deparar com os seguranças da loja, não conseguiu explicar o que estava fazendo. O resultado? Foi preso pelos funcionários e só depois de algumas horas foi resgatado por seus amigos.

Essa história, que ocorreu muito antes da palestra de Jobs para os alunos de Stanford, corrobora o poderoso conselho: “Mantenha-se faminto e não se leve tão a sério”.

Walmart já era talvez a maior rede de varejo do mundo. Poderia se acomodar nessa posição, saciada. No entanto, viu o Brasil, um gigante que estava entre as dez maiores economias do mundo e que acabara de sair de uma ditadura militar, e, digamos assim, “lambeu os lábios”. Podemos dizer que o Brasil “abriu o apetite” de Sam Walton e da Walmart. O Brasil era um território que Sam Walton ainda não tinha. Agora tem. Calma. Não estou aqui recomendando que você, leitor, saia engatinhando por aí ou fazendo esquisitices sempre que tiver uma boa ideia… a não ser que seja dono da maior rede de varejo do mundo!

A lição que Steve Jobs e Sam Walton nos dão é que devemos manter a mente aberta e não ter medo de arriscar e, por exemplo, não ter medo de expressar opiniões numa reunião, mesmo que possamos correr o risco de “fazer papel de bobos”. Claro, contanto que tenha um ponto de vista analisado previamente e que tenha convicção do que vai falar, pois sabemos também que simplesmente falar o que vem à mente o fará se passar por bobo! É preciso equilibrar trabalho duro e criatividade, e aqui vale a máxima: “O sucesso vem de 90% de transpiração e 10% de inspiração” (ou 99% e 1%; enfim, você entendeu a ideia!). A criatividade é como o apetite, ela o faz imaginar e sonhar o tempo todo. Quem o faz atacar, no entanto, conquistar território e vencer as batalhas é a fome, que nunca deve estar totalmente satisfeita. No mundo dos negócios, existe uma lei que vale tanto para empresas quanto para profissionais: quem não cresce desaparece

 

Texto extraído do livro
A excelência do Olho De Tigre
de Renato Grinberg